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sábado, 3 de março de 2012

Máscaras & Lágrimas

Muitos monstros estão se travestindo de seres humanos. A injustiça, violência, falta de amor e fé estão cada dia mais evidente.
Ontem, uma cena cruel me chamou atenção. Dois mendigos foram espancados por policias, injustamente uma mulher os acusou de tê-la roubado. Depois do triste episodio, eles voltaram catar o lixo até o sol se pôr, como sempre os fazem. Aquilo me feriu a alma, uma vida indigna e uma humilhação desmedida.

Não sei se estou muito sensível ao olhar em volta e perceber que nada tenho em mãos para evitar certas “coisas” e no coração sinto a imensa dor do mundo.
Quase sempre temos um dedo para apontar e prontamente julgar as pessoas e quase nunca temos uma mão estendida para acolher um coração.

O mundo está carente de paz, amor, compreensão e respeito ao semelhante. A própria bíblia tem como um mandamento sagrado: “Amará ao teu próximo como a ti mesmo”. Isso é muito, muito difícil. Como vamos amar a quem nos faz tanto mal? O fato de ser difícil, não é impossível. Se julgássemos um pouco menos, conseguiríamos perdoar um pouco mais. Cada ser humano tem uma história pra contar. Até os marginalizados (mendigos, loucos, ladrões), tem a sua história de vida. 


Olhe-se profundamente no espelho e pergunte: “quem sou eu?”.Não terás uma resposta imediata. Daí então, converse consigo mesmo por uns minutos sem sua máscara. Quando souber um pouco mais sobre seu “eu interior”, é possível que se decepcione, entristeça e até enlouqueça...
Dessa vez, se pergunte: “quem é você?”, use exatamente a frase “quem é você”. E então, descobrirás lá no fundo do teu ser, que não és capaz ao certo de definir-se. 




Em fim, por debaixo de uma máscara existe um rosto, dentro de um peito habita um coração e no fundo da mente uma cadeia.
Tire sua máscara, abra teu peito e jamais se faça juiz, pois a pior prisão é a mente e principalmente quando temos consciência que o erro é nosso e a dor será do outro.

  

(Ferreira, Milah)


Bjux,
Milah Ferreira 

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